👉 As ervas na magia tem diversas formas de serem utilizadas, seja através de seu uso no preparo da comida, em banhos mágicos, em seus feitiços ou na queima de pedidos em seu caldeirão.
Ervas para o amor :
Hibisco(vinagreira), alfazema(lavanda), erva-doce(funcho), alecrim, camomila, melissa(erva-cidreira), canela, cravo e gengibre.
Ervas para a proteção :
Sálvia, arruda, alecrim, guiné, eucalipto, louro, orégano, hortelã, manjericão, cravo da índia, canela e verbena(lucia lima).
Ervas para a prosperidade :
Calêndula, camomila, louro, alecrim, anis estrelado, gengibre, folha de oliveira, canela, cravo da índia e orégano.
Ervas para a saúde :
Hortelã, eucalipto, gengibre, sálvia, melissa(erva-cidreira), alecrim, louro, canela, cravo da índia e orégano.
você começa mastigando as coisas. o passado é uma carne fibrosa, grossa; deixa um gosto ruim na boca.
você começa com pequenos pedaços que vão aumentando em tamanho e espessura porque a vontade de comer não existe, só a de mastigar: de exaurir a corporeidade do trauma.
mas quem se cansa de verdade é você.
um dia a sua boca enche e os dentes não fecham mais. a boca entupida de choro: não engole nem vomita.
você começa a pensar sobre a sua condição e a sua condição, em alguma instância, começa a pensar sobre você também - como um abismo.
as coisas passadas e as coisas de agora parecem se abraçar no mesmo fio. de fato, elas se abraçam no mesmo fio, mas de forma breve: estão sempre escapando em diferentes direções, apressadamente.
o olho do furacão neste caso, nós com a boca atolada de traumas e mágoas, puxamos passado e presente e futuro na mesma tormenta.
o lugar de suspensão, para além do tempo, é o lugar onde olhamos o trauma nos olhos, o abraçamos e consumimos sua carne na esperança cega de que ele não nos consumirá primeiro.
eu estou sempre sendo tomado pelo passado porque insisto em fugir dele, quando na verdade ele sempre está dois passos à minha frente.
onde eu pareço muito nostálgico e melancólico é o ponto exato da nossa conjunção: quando me bati de frente com ele e, provavelmente, perdi.
onde me calo por completo e insisto em encarar o vazio é quando comecei a deixá-lo para trás - rezando para que ele não venha me encontrar de novo, no futuro.
respeitar a memória e o trauma são tarefas muito difíceis, pelo menos para mim. creio piamente de que não se respeita um sem o outro: para se aceitar ancestralidade, memória e tradição é preciso que se aceite também o trauma. no fundo é uma coisa só.
estou aprendendo a aceitar os meus traumas, os meus jinni, os meus duplos; as manifestações de destino.
escrevo pensando em coisas que me gelavam ou esquentavam o sangue no começo do ano e agora não mais o fazem. não penso que as purguei de mim, mas acho que cresci o suficiente para que parassem de me incomodar.
agora eu não paro de pensar num ponto de irôko.
muito carinho por essas questões.
crescer & respirar fundo & aproveitar as coisas dadas e conseguidas - remédios.